Competência do Cirurgião Dentista - SUS
O Ministério da Saúde através do Pacto de Indicadores da Atenção Básica definiu para a área de saúde bucal dois indicadores básicos:
• primeira consulta odontológica programática
• cobertura ação coletiva de escovação dental supervisionada
Competências do Cirurgião Dentista:
- Fazer um diagnóstico preciso.
- Avaliar e planejar procedimentos odontológicos, com o intuito de minimizar possíveis epidemias.
- Receber o paciente, orientar e executar tratamento odontológico.
- Conferir resultados dos exames e propor soluções e tratamentos.
- Orientar os pacientes sobre saúde bocal, tais como, higiene necessária para a prevenção de cárie e doenças periodontais.
- Realizar atendimentos de urgência odontológica, como cirurgias.
- Desenvolver relatórios e laudos técnicos específicos.
- Trabalhar seguindo as normas de segurança, qualidade, produtividade, higiene e preservação ambiental.
- Desenvolver tarefas necessárias à área de atuação, utilizando-se de equipamentos e programas de informática.
- Desenvolver tarefas indispensáveis ao exercício da função, tais como a divulgação à prevenção.
- Vistoriar os equipamentos e insumos necessários para o atendimento.
Técnico de higiene dental:
• Manter os equipamentos odontológicos em bom estado de conservação e realizar manutenções.
• Promover acompanhamento próximo à população para levantar possíveis problemas e muitas vezes evitá-los, e auxiliar nas dúvidas.
• Ajudar os companheiros de consultório e agente de saúde nos programas de prevenção a saúde bucal.
• Verificar a disponibilização de equipamentos e insumos para os atendimentos.
Auxiliar de consultório dentário:
• Elaborar campanhas para educação e divulgação de atendimento a saúde bucal.
• Efetuar a limpeza e esterilização dos equipamentos utilizados na consulta e cirurgia.
• Fazer reserva e organização de material a ser usado pelo profissional de saúde.
• Auxiliar o cirurgião com a manipulação dos equipamentos necessários para a execução da cirurgia.
• Analisar os equipamentos e quando necessário enviá-los à manutenção dos mesmos, e conservá-lo de forma eficaz para evitar o excesso de gastos com a substituição.
• Fazer o agendamento de consultas clínicas.
• Interagir com a população de forma a aproximar-se dando auxilio e analisando possíveis problemas.
Demanda Espontânea. - A organização dos serviços de saúde bucal deve ser feita de modo a atender casos de urgência.
Isso quer dizer que a unidade de saúde deve ter seu acesso mudado, de modo a romper qualquer obstáculo que dificulte o acesso dos usuários. Esses obstáculos podem ser o cartaz definindo o número de consultas disponíveis, fichas e triagem.
A ordem de chegada não deve ser o principal critério para o atendimento dos casos, mas a sua gravidade ou o sofrimento do paciente. O que se prioriza é o atendimento a qualquer urgência.
Acolhimento compõe-se em uma forma de atendimento que deve ser realizado em todos os lugares e momentos, não apenas se limitando a identificar a situações de risco ou de urgências.
Triagem é uma forma de separar quem poderá e quem não poderá ser atendido, de acordo com que o serviço tem para oferecer, e não considerando as necessidades dos usuários.
Os protocolos técnicos podem contribuir para a definição de prioridades.
Consulta de retorno deve acontecer em pacientes que já finalizaram seus tratamentos, com o intuito de manter o serviço realizado, e auxiliando-o a criar hábitos saudáveis, evitando novos problemas.
Visita domiciliar é realizado pelo agente de saúde. Principais focos é o cadastramento de famílias, com visitas realizadas mensalmente para a atualização e acompanhamento dos indivíduos do grupo familiar.
Atenção Domiciliar - ações de atendimento multidisciplinar e domiciliar. É realizada por uma equipe no domicílio a partir de um diagnóstico da situação corrente e de suas condições e limitações.
O objetivo da atenção domiciliar é responder as necessidades da população com perdas funcionais e a elaboração de atividades referentes à vida diária das pessoas.
Em casos mais graves a equipe deve direcionar o usuário a hospitais e centros odontológicos, pois só neles há equipamentos para o atendimento.
Ações educativas
As pessoas são orientadas sobre a necessidade do autocuidado, recebem informações sobre as principais doenças que ocorrem na região bucal, e também a forma de evitá-las e tratá-las, como segue:
• Orientação para uma melhor alimentação e dieta saudável;
• Cuidados emergenciais após um trauma dentário, bem como a prevenção ao álcool, fumo e exposição solar, também são fatores que devem ser informados.
Ações educativas - são atribuídas aos membros de uma equipe de saúde bucal. O objetivo é desenvolver ações educativas, práticas ou teóricas e melhor difundi-las na comunidade. Devem levar em conta os fatores geográficos, sociais e culturais buscando sempre contextualizar com o meio em que é aplicado. Entre vários fatores a serem considerados, como:
• Respeito à cultura local,
• Interação com a linguagem local, utilizar de linguagem compreensível;
• Ética ;
• Interação - é interessante contextualizar com a comunidade, se inteirar acerca de suas necessidades e condições de trabalho, bem como buscar sempre melhorar a imersão junto à comunidade;
• Promover junto à comunidade um censo de auto percepção acerca da saúde bucal;
• Adequar os processos de aprendizagem aos diversos grupos que compõem uma comunidade,
• Reflexão - deve capacitar e promover a reflexão sobre temas relativos à higiene e saúde.
Ensinar a cuidar dos dentes
1-Fio dental - passar entre todos os dentes devagar para não machucar a gengiva. Depois que o fio passar pelo ponto mais apertado entre os dentes, leve-o até o espaço existente entre a gengiva e o dente e pressione-o sobre o dente, puxando a sujeira até a ponta do dente.
2-Escove o lado dos dentes voltado para a bochecha pressionando suavemente a escova da gengiva até a ponta dos dentes. (vassourinha para as crianças) Depois escove o lado de dentro dos dentes do mesmo jeito faça isso em todos os dentes superiores e inferiores. Escove também a parte de trás dos últimos dentes.
3- Escove a superfície do dente que usamos para mastigar. O movimento é suave, de vai e vem e deve alcançar todos os dentes, superiores e inferiores. ( trenzinho para as crianças) A escova deve ir até os últimos dentes lá no fundo da boca.
4- Escovar a língua - pois ela acumula restos. alimentares e bactérias que provocam mau hálito. (varrendo da parte interna até a ponta).
Bibliografia
Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. Saúde Bucal. Brasília: Ministério da Saúde, 2008.
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