Ações de saúde bucal
Ações de saúde bucal
• Equipes de Saúde Bucal (eSB).
• Unidades Odontológicas Móveis (UOM).
• Centros de Especialidades Odontológicas (CEO).
• Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD).
• Serviços de Especialidades em Saúde Bucal (SESB).
Equipe
de Saúde Bucal tipo I => (modalidade
mais simples) => Cirurgião-dentista e Auxiliar em saúde bucal (ASB)
Equipe
de Saúde Bucal tipo II - (ampliação da
capacidade de cuidado) -
Cirurgião-dentista ; Auxiliar em saúde bucal (ASB) e Técnico em saúde bucal (TSB)
Equipe de Saúde Bucal para população ribeirinha, indígena ou prisional (adequação à realidade local)- Adaptações com cirurgião-dentista, ASB e/ou TSB conforme necessidade local e logística de acesso
|
Cirurgião-dentista (nível superior) |
Realizar
diagnóstico clínico e radiográfico Planejar
e executar procedimentos preventivos, restauradores e cirúrgicos Participar
de ações intersetoriais e de educação em saúde Acompanhar
indicadores e atuar na gestão da clínica |
|
Técnico em saúde bucal (TSB) (nível técnico) |
Executar
procedimentos sob supervisão direta do dentista Aplicar
fluoretos, fazer profilaxia e orientações de higiene bucal Atuar
em ações de prevenção e promoção à saúde Organizar
e manter atualizados os prontuários odontológicos |
|
Auxiliar
em saúde bucal (ASB) (nível médio) |
Preparar
o paciente e auxiliar o cirurgião-dentista Realizar
limpeza, desinfecção e esterilização de materiais Agendar
e organizar o atendimento clínico Participar
de atividades de educação em saúde |
A atuação da equipe de saúde bucal vai além do atendimento na unidade de saúde, a equipe também participa de atividades como: ( territorialização e do cuidado longitudinal):
- Visitas domiciliares para acompanhamento de usuários acamados ou com dificuldade de locomoção;
- Ações em escolas e creches com escovação supervisionada e educação em saúde;
- Participação em reuniões comunitárias e conselhos locais de saúde;
- Monitoramento de indicadores de saúde bucal da população atendida;
- Promoção de campanhas de prevenção ao câncer bucal, fluorose e doenças periodontais.
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)
- Organização e operacionalização dos
serviços-
- Diretrizes -
- Reforça a importância de atributos como:
=> o acesso de primeiro contato,
=> a continuidade do cuidado (longitudinalidade),
=> a integralidade,
=> a coordenação da atenção,
=> a orientação comunitária e
=> a orientação familiar.
Atenção Básica: -
Unidades Básicas de Saúde (UBS)
- Equipes de Saúde da Família (eSF),
O acolhimento é um dos elementos
centrais do atendimento na Atenção Básica
-
Modalidades Estratégia Saúde da Família (eSF)
Equipes de Atenção
Básica (eAB)
Equipes de Saúde Bucal (eSB)
-
Serviços Prestados -
Promoção da saúde
Prevenção de doenças
Diagnóstico e
tratamento
Reabilitação
Cuidados paliativos
Vigilância em saúde
-
Estratégias de Acesso
Acolhimento
Agenda programada
Classificação de risco
Visitas domiciliares
-Instrumentos de Gestão
=> Prontuário Eletrônico (e-SUS AB)
=> Indicadores de desempenho
=> Mapas territoriais
=> Sistemas de monitoramento
Integração com as Redes de Atenção à Saúde (RAS), o
que possibilita o encaminhamento adequado de casos que demandam atenção
especializada, mantendo a referência e a contrarreferência entre os níveis de
atenção. Além disso, os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) oferecem
suporte às equipes de saúde com profissionais de diferentes áreas, como
psicologia, nutrição, fisioterapia, entre outros.
A equipe mínima é composta por médico, enfermeiro,
técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde, podendo ser ampliada com
profissionais de saúde bucal e outros especialistas.
O financiamento da Atenção Básica ocorre por meio de
recursos dos três entes federativos (União, estados e municípios), sendo o
Programa Previne Brasil um dos principais mecanismos atuais de repasse, baseado
no cadastramento da população, no desempenho das equipes e em indicadores de
saúde.
-
Financiamento - Piso da
Atenção Primária à Saúde (PAPS)
Programa
Previne Brasil
Recursos
federais, estaduais e municipais
A
partir de 2000 tivemos a Expansão da cobertura de
saúde bucal na atenção básica.
- Criação da Política Nacional de Saúde Bucal –
Brasil Sorridente
- - Implantação
de Centros de Especialidades Odontológicas (CEO)
- Distribuição de próteses dentárias pelo SUS
Em 2010 em
diante
- Avanço da rede
de cuidados - Integração da saúde bucal à rede de atenção à
saúde
- Melhoria nos
indicadores de saúde bucal - Maior acesso da população a serviços gratuitos e
de qualidade
Atenção
primária
- Atendimento
contínuo - Exames clínicos regulares e agendamentos para grupos prioritários
- Foco no
território - Ações educativas em escolas
e creches, como escovação supervisionada
- Ações
preventivas e educativas - Aplicação de flúor, selantes dentários, limpezas e
restaurações simples
- Atendimento de
baixa complexidade - Acompanhamento de gestantes, crianças e idosos na
perspectiva da integralidade
💣Acolhimento e escuta qualificada: o usuário é atendido com atenção e respeito desde a entrada na rede, seja por demanda espontânea ou agndada.
💣Classificação de risco: os casos são avaliados quanto à urgência, priorizando-se os atendimentos mais graves.
💣Encaminhamento estruturado: quando necessário, o paciente é encaminhado para outro ponto de atenção com indicação precisa da especialidade ou procedimento necessário.
💣Gestão da clínica: organização dos fluxos assistenciais com base em indicadores de saúde bucal, protocolos e linhas de cuidado.
Atenção
secundaria
- Atendimento
especializado – endo, perio, buco por ex.
- Referência vinda
da atenção primaria – encaminhamento para especialista
- Infraestrutura
com equipamentos de média complexidade – exodontias de complexas por ex.
- Profissionais
especializados - atendimento a pessoas com deficiência com necessidades
específicas
Atenção Terciária
-Alta
complexidade - Cirurgias bucomaxilofaciais complexas
-Ambiente
hospitalar- Atendimento odontológico sob anestesia geral em pacientes com
necessidades especiais
-Tecnologia
avançada - Tratamento de câncer bucal
-Intervenções
multidisciplinares - Reabilitação oral
complexa com implantes em centros especializados
Rede de Atenção à Saúde Bucal: estrutura e funcionamento
Objetivo organizar e integrar as ações e serviços odontológicos nos diferentes níveis de complexidade .
Contrarreferência: após o atendimento especializado, o paciente retorna à equipe da Atenção Primária, que mantém o acompanhamento longitudinal.
Unidades Básicas de Saúde (UBS) - Atenção primária à saúde bucal, ações de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento de baixa complexidade
Estratégia Saúde da Família (ESF) - Promoção da saúde, escuta qualificada e acompanhamento contínuo da população adscrita
Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) - Atendimento especializado (endodontia, periodontia, cirurgia oral menor, diagnóstico de câncer bucal)
Ambulatórios Regionais de Especialidades - Acolhimento de casos encaminhados pela Atenção Primária
Serviços
de Prótese Dentária - Confecção e entrega de próteses dentárias removíveis ou
totais
Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD) - Melhoria da função mastigatória e da autoestima de usuários com perda dentária
Hospitais com Atendimento Odontológico - Procedimentos de alta complexidade, incluindo cirurgias bucomaxilofaciais e atendimento sob anestesia geral
Serviços Odontológicos Hospitalares - Atenção a pacientes com necessidades especiais e condições sistêmicas graves
Benefícios para o Usuário
Acesso
facilitado a cuidados odontológicos no território
Redução
da distância entre profissional e comunidade
Continuidade
e vínculo com a equipe de referência
Acompanhamento integral da saúde
Impactos Positivos no SUS
Maior
efetividade das ações de saúde bucal
Integração
entre níveis de atenção
Redução
de demandas desnecessárias para a atenção especializada
Fortalecimento
da vigilância em saúde e da promoção da saúde
Escovação supervisionada - Ação onde tem orientação e supervisão durante a escovação, garantindo que a técnica seja correta e eficaz. Crianças em idade escolar, idosos, pessoas com dificuldades motoras.
Aplicação de flúor - diretamente nos dentes para fortalecer o esmalte e prevenir o surgimento de cáries. Crianças, adolescentes e adultos com alto risco de cáries.
Atendimento odontológico preventivo - Consultas periódicas para acompanhamento da saúde bucal e detecção precoce de problemas, como cáries e doenças periodontais. Toda a população, com ênfase em grupos de risco (crianças, gestantes, idosos).
Campanhas educativas - Ações educativas em escolas, unidades de saúde e em comunidades para promover hábitos saudáveis e prevenir doenças bucais . Estudantes, adultos e idosos em áreas de maior vulnerabilidade social.
Algumas Campanhas Educativas - Temas escovação; alimentos, prevenção de doenças e amamentação .
- Semana de saúde bucal
- Dia D da saúde bucal
- Saúde na escola
Reduzir
a prevalência de doenças bucais, como cáries e doenças periodontais;
Promover
hábitos de higiene bucal adequados e rotinas de cuidado oral;
Prevenir
complicações orais graves e disfunções bucais;
Conscientizar
sobre a importância de uma alimentação saudável e equilibrada;
Alguns Procedimentos Preventivos
Raspagem Subgengival - Remoção
de tártaro e placa bacteriana abaixo da linha da gengiva, indicada em casos de
periodontite. Eliminar os focos de infecção e reduzir a inflamação gengival,
prevenindo a perda dentária.
Aplicação de Flúor - Aplicação tópica de flúor em dentes para fortalecer o esmalte dental e prevenir cáries.
Selamento de Fissuras - Aplicação de resina nas fissuras dos dentes posteriores (molares e pré-molares) para prevenir cáries.
Critérios
para Encaminhamentos
Os critérios de encaminhamento são baseados na
avaliação clínica realizada pelo profissional de saúde.
- Condições odontológicas que exigem intervenções
especializadas;
- Presença de doenças sistêmicas que interferem
diretamente na saúde bucal do paciente, como problemas cardíacos, diabetes descompensada ou imunossupressão;
- Quando
os tratamentos realizados nas unidades de atenção básica não são suficientes ou
não apresentam os resultados desejados. Periodontia por exemplo.
- Pacientes com condições que exigem um acompanhamento
contínuo e especializado, como paciente especiais e tratamentos de ortodontia
para correção de deformidades severas.
Tipos
de Avaliação
Existem
diferentes tipos de avaliação que podem ser aplicados no contexto das ações de
saúde bucal:
1.
Avaliação
Formativa: Realizada durante o
processo de implementação das ações, com o objetivo de identificar e corrigir os
problemas em tempo hábil. Ela visa garantir que as estratégias estejam sendo
executadas de acordo com o planejado.
2.
Avaliação
Processual: Acompanha a execução das
atividades e monitora se os procedimentos estão sendo seguidos corretamente. É
um tipo de avaliação contínua que permite ajustar as estratégias no decorrer da
implementação.
3.
Avaliação de
Impacto: Tem por objetivo medir os
efeitos a longo prazo das ações, como a redução das doenças bucais na população
ou a melhoria nos indicadores de saúde bucal.
4.
Avaliação de
Resultados: Envolve a análise dos
resultados alcançados, comparando-os com os objetivos inicialmente
estabelecidos, e fornecendo informações para ajustes nas políticas de saúde
bucal.
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