Febre Amarela
Doença seja
originária da África, onde
permaneceu em seu ciclo silvestre
até a “invasão” das florestas pelos
homens.
O risco de contrair a doença, chamada
de Yellow Jack, após uma viagem à
África ou à América do Sul, era
conhecido por navegantes do século
XVII.
Em 1685 - Primeiro surto registrado (atual México).
no
Brasil, com ocorrência em
Pernambuco.
Ele se perpetua na natureza por meio da transmissão entre primatas não
humanos.
A Febre Amarela é uma
Febre hemorrágica Viral
Grave, transmitida por
mosquitos (arbovirose).
O vírus da febre Amarela é um vírus com RNA de fita simples, da família Flaviviridae, gênero Flavivirus.
Os principais vetores silvestres da doença são as fêmeas das espécies Haemagogus janthinomys e H. leucocelaenus.
Outras espécies dos gêneros Haemagogus e Sabethes possuem papel secundário.
Algumas espécies de vetores são consideradas reservatórios da doença.
Os exames mais utilizados são: a
transcrição reversa, seguida de reação
em cadeia pela polimerase (RT - PCR) -
convencional ou em tempo real -, e a
sorologia (ELISA IgM).
RT-PCR pode ser
realizado no sangue,
urina ou vísceras, idealmente, até o
10º dia de sintomas. Mas, há
relatos de exames positivos até o 14º
dia, principalmente, em casos graves
A sorologia pode ser realizada em
amostras de sangue ou líquor, a
partir do 7º dia de sintomas.
Resumindo _ Exames de biologia molecular, como a reação em cadeira de Polimerase, são mais indicados nos primeiros 10 dias de sintomas.
Alterações glicêmicas podem ser decorrentes da
disfunção hepática e estarem presentes em
pacientes com comorbidades, como Hipertensão
Arterial Sistêmica, diabetes Mellitus.
Bilirrubina total - Hiperbilirrubinemia com predomínio de
bilirrubina direta ou conjugada) é indicativa de disfunção hepática aguda, e pode ser
considerada como um fator prognóstico de
evolução para formas graves.
Aspartato
Aminotransferase (AST)- Valor preditivo de evolução para encefalopatia e
doença grave.
Anti-HAV IgM,
HBsAg, anti-HBc
IgM anti-HCV - Indicados se há aumento nos níveis de transaminases
séricas e se o diagnóstico de Febre Amarela foi excluído.
Considerar vínculo epidemiológico e fatores de risco
Contagem de plaquetas é útil para avaliar o risco
de sangramento, e para avaliar o seguimento de
lesão hepática.
Hemoconcentração e plaquetopenia - Leucopenia com neutropenia e linfocitose e
desvio à esquerda no terceiro ou quarto dia da
doença, com eosinopenia.
Tempo de Protrombina elevado: marcador de
lesão hepática.
Proteína C reativa - útil para diagnóstico
diferencial com infecções bacterianas graves e doenças
inflamatórias.
Eletrocardiograma - Em caso de alterações no ritmo cardíaco
(Bradicardia Sinusal) sem defeitos de condução,
anormalidades do segmento ST-T e Extrassístoles.
Radiografia de tórax - Descartar outros quadros infecciosos.
Os vetores silvestres da doença são as fêmeas das espécies
Haemagogus janthinomys e H. leucocelaenus.
Outras espécies dos gêneros Haemagogus e Sabethes possuem papel secundário.
Ciclo silvestre - homem não imune infecta-se na áreas de matas ou florestas, onde o vírus circula entre primatas não
humanos e mosquitos.
Ciclo urbano - o próprio
homem é o hospedeiro doente na fase virêmica da doença.
Ciclo intermediário - ocorre em áreas rurais próximas de matas ou em áreas urbanas com fragmentos de matas.
A Febre Amarela apresenta amplo espectro clínico, que varia de casos oligossintomáticos inespecíficos a quadros graves e letais. Nas formas graves, a letalidade varia de 20 a 50%.
São identificados quatro períodos distintos na Febre Amarela: infecção, remissão, toxêmico e convalescência.
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A infecção desencadeia resposta imune
humoral rápida e específica. Os anticorpos
neutralizantes são observados no final da
primeira semana de sintomas, e permanecem por muito anos, conferindo imunidade
duradoura.
Existem evidências que a exposição prévia a outros vírus da família Flaviviridae,
como os vírus da Dengue e da Zika, pode ter um efeito protetor cruzado,
modulando a resposta imune ao vírus da Febre Amarela (MONATH, 2001)
A lesão dos órgãos-alvo ocorre, pela replicação viral. A lesão de
outros órgãos é secundária à Hemorragia Capilar, acúmulo de Bilirrubina e/ou
Infecção Bacteriana Secundária, como Pneumonias (MONATH; BARRETT, 2003;
BRASIL, 2020).
Prevenção pode ser com ervas cheirosas como murta, incenso, almécega, bálsamo, óleo de copaíba e galhos de
aroeira e de erva-cidreira,



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